Por várias vezes assisti e até participei em discussões sobre como um Deus de amor pode ordenar a exterminação completa de povos, por Sua arbritrária vontade, e continuar a ser visto por nós, leitores da Bíblia, como um Deus de amor.

É verdade que ao olhar desprendido do todo, as ordens de Deus ao povo de Israel para dominar e destruir tudo e todos na terra dos pagãos, parece saído de um teatro grego e não do mesmo Livro que revela Jesus, o Cordeiro que derramou o Seu sangue por nós.

Esta ideia surge quando olhamos para Deus como um deus grego, distante dos homens o suficiente para não sentir a sua morte, mas perto o suficiente para se irritar com o seu comportamento. Assim, surge um Deus confuso, inconstante. Um Deus que só ama quem quer amar e só salva quem lhe apetece.

…E não um Deus que espera, que dá tempo; que cria e deixa viver; um Deus que liberta e não força; que dá… sem esperar em troca.

Pois é este Deus que eu vejo; não em três ou quatro versos de um livro fora do contexto. Mas em 66 livros e 28 anos de vida. Se todos concordamos que Deus é muito mais do que eu consigo imaginar, porque tomo 1 verso bíblico (ou até mesmo 1 livro!) como suficiente para abarcar o Seu caráter?

Eu não estava lá para ver porquê este Deus que eu amo, em algum momento da História, desejou a morte de quem não O seguia. Mas de uma coisa eu sei: na maioria das vezes eu desejo o fim do sofrimento muito mais cedo do que Ele.

E se o sangue inocente que corria pelas ruas de Sodoma fosse de alguém que eu amo? Teria tanta vontade de poupar o mau?… Não sei. Eu só sei que a minha misericórdia nunca chegará a ser tão grande quanto 1% do amor de Deus. Não o deus grego, manufaturado por homens; mas o Deus Criador e Redentor da Terra: o meu Deus, a quem eu conheço e a quem amo.

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