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A Bíblia é a maior fonte de auto-estima para qualquer pessoa. É ela que me diz que eu tenho valor intríseco. Não porque me fiz assim, mas porque Deus me trouxe à luz, escolheu-me, direccionou as circunstâncias da minha vida para que eu fosse o que sou hoje e tivesse a hipótese de ser quem Ele quer que eu seja.

Tudo com que Deus se envolve, torna-se automaticamente valioso (quem poderia classificar melhor as coisas do que o Criador?). Eu sou importante. Tu és importante. Ele ama-te. {Jeremias 29:11 & João 3:16}

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Para uma rapariga que nasceu e cresceu na Igreja Adventista, sonhando com missões nos lugares mais longínquos da Terra, ser “missionária” na sua própria cidade, na sua própria igreja, na sua própria casa, definitivamente não estava nos meus planos.

Sentada numa sala de uma editora, à frente de um computador, sem poder estender a mão ao necessitado, dar uma palavra de conforto ao desesperado, nem tocar o ferido, há momentos em que me sinto deslocada, em que sinto existir um outro lugar, um outro trabalho, outras pessoas com quem e onde deveria estar. Mas não estou.

Muitas vezes (na semana) tenho que me lembrar dos efeitos positivos que o meu trabalho diário pode ter na vida de, se não muitas, pelo menos algumas pessoas. Talvez não seja tanto como gostaria e certamente não da forma com que sempre sonhei, mas de certeza é alguma coisa.

O pastor Bill Knott contou no editorial de Agosto 2010 da “Adventist World” que, 19 anos depois, voltou a encontrar um casal que tinha pastorado, guiado no estudo da Palavra e inclusive realizado as suas cerimónias de baptismo e casamento. E foi num dia em que se sentia levado a questionar os resultados do seu ministério que abriu um envelope, recebido desse casal, e com um sorriso constatou, por carta e fotos, o empenho e dedicação dessa família ao serviço de Deus, principalmente do filho mais velho que planeava terminar a faculdade e trabalhar para a ADRA.

O mesmo se passa com o trabalhador do campo que Jesus mencionou em Mateus 4:26 e 27: “Noite e dia, estando ele dormindo ou acordado, a semente germina e cresce, embora ele não saiba como.”

Assim, eu sigo trabalhando. Embora eu não saiba como, Deus me usa. E ainda que passem 20 anos sem que eu veja o que Ele fez através de mim, ainda que só na eternidade eu venha a saber, tenho a certeza que lá saberei como cada trabalho aparentemente inútil, cada dia frustrante (até cada derrota), Deus pôde usar para trazer luz a um coração escuro… e a Sua salvação à minha vida.

A Ele, que tudo vê, toda a glória. Sempre.

Qual deve ser o foco do cristão: combater o mal ou fazer o bem?

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